TENSÃO NO MÉDIO ORIENTE VOLTA A ESCALAR

A frágil trégua no Médio Oriente começa a dar sinais de rutura. Enquanto Israel mantém ataques aéreos no Líbano, o Irão ameaça abandonar o cessar-fogo negociado com os Estados Unidos.

Os bombardeamentos recentes em território libanês já causaram pelo menos 182 mortos e cerca de 900 feridos, aumentando a pressão internacional e colocando em risco qualquer tentativa de estabilização na região.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que as forças dos EUA permanecerão posicionadas nas proximidades do Irão até que seja alcançado um “acordo real e duradouro”. Apesar de considerar improvável o colapso imediato da trégua, Trump deixou um aviso claro: qualquer violação poderá resultar numa ofensiva “mais forte e decisiva”.

No centro do impasse está a inclusão ou não do Líbano no acordo de cessar-fogo. Washington rejeita essa possibilidade. O vice-presidente JD Vance classificou a posição iraniana como um “mal-entendido”, sublinhando que o território libanês nunca fez parte das negociações.

Do lado iraniano, o tom é de ruptura. O presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os EUA de violarem os termos da trégua e considerou “irracional” continuar as negociações.

Entre as alegadas violações estão os ataques em solo libanês, a incursão de um drone no espaço aéreo iraniano e a recusa em reconhecer o direito do Irão ao enriquecimento de urânio.

A Guarda Revolucionária Islâmica já advertiu que poderá responder militarmente caso os ataques israelitas continuem. Paralelamente, o Hezbollah declarou ter o “direito de reagir”, elevando o risco de um novo ciclo de confrontos.

Outro ponto crítico é o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo. Após uma breve reabertura no âmbito do acordo, o Irão voltou a restringir a passagem de embarcações, alegando violações por parte dos EUA e de Israel.

A decisão gera incerteza nos mercados e preocupa o setor marítimo internacional, que aguarda garantias de segurança antes de retomar operações na região. (DW)

Por: IZILDA CHILUNDO

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