Real Madrid sob pressão após erro médico com Mbappé

O Real Madrid enfrenta forte escrutínio após um erro médico que atrasou o diagnóstico de uma lesão no joelho do avançado Kylian Mbappé. Segundo informações do The Athletic, a equipa médica realizou, em dezembro, uma ressonância magnética no joelho direito do jogador, que se encontrava saudável, ignorando o verdadeiro problema no joelho esquerdo.

O primeiro sinal de complicação surgiu após a derrota do Real Madrid por 2-0 frente ao Celta de Vigo, em 7 de dezembro, quando Mbappé sofreu um impacto no joelho. Apesar das queixas iniciais, o jogador regressou rapidamente ao onze e disputou três partidas completas antes do final do ano, atingindo 59 golos num ano civil, igualando o recorde de Cristiano Ronaldo.

O erro médico só foi detetado posteriormente, quando exames realizados no joelho esquerdo revelaram uma rotura parcial de um ligamento na parte posterior, explicando o desconforto persistente. Inicialmente, o clube descreveu a lesão apenas como uma entorse, adotando um plano de recuperação conservador, informação que não refletia a gravidade real do problema.

Após a pausa de Natal, Mbappé continuou a apresentar sinais de dor durante os treinos, levando o clube a gerir cuidadosamente os seus minutos em campo. O jogador falhou a meia-final da Supertaça, mas entrou brevemente na final contra o Barcelona, partida que culminou na saída do treinador Xabi Alonso.

Com a chegada de Álvaro Arbeloa ao comando técnico, Mbappé participou em oito dos dez jogos seguintes, marcando nove golos, num regime de treino reduzido e monitorização constante da sua condição física. Arbeloa sublinhou a gestão diária da situação: “Depende de como ele se sente. Queremos que esteja a 100 por cento.”

Apesar da monitorização, o jogador voltou a falhar alguns encontros e realizou novos exames em Paris com a equipa médica. Fontes próximas indicam que, embora o joelho apresente dias com menos dor, a condição continua a variar, permitindo que Mbappé jogue apenas quando não sente desconforto.

O episódio coloca o Real Madrid sob pressão, não apenas pela gestão de um dos seus principais ativos, mas também pela confiança na sua estrutura médica, que terá de justificar a falha no diagnóstico e assegurar que o jogador possa regressar em plena condição.
Por:Joao Mbatine

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