A Procuradoria Popular da China acusou formalmente Feng Zhibin, ex-subdiretor de uma das maiores empresas estatais do país, a Sinochem, por alegada prática de corrupção e aceitação de subornos de valor considerado “excecionalmente elevado”.
O antigo dirigente foi detido após uma investigação conduzida pela Comissão Nacional de Supervisão, órgão central no combate à corrupção no país, sendo posteriormente remetido ao Ministério Público para formalização da acusação.
Segundo as autoridades, Feng terá utilizado os cargos que ocupou incluindo funções de direção na área de investimentos e participação no comité do Partido Comunista Chinês para beneficiar terceiros em troca de vantagens ilícitas.
A acusação refere ainda que, mesmo após deixar funções, o ex-responsável continuou a explorar a sua influência junto de funcionários públicos, além de incorrer em práticas de abuso de poder e negligência com fins de lucro pessoal, causando prejuízos significativos aos interesses do Estado.
O caso foi remetido ao Tribunal Popular Intermédio de Daqing, no nordeste da China, onde seguirá para julgamento.
Este processo insere-se na ampla campanha anticorrupção promovida pelo Presidente Xi Jinping desde 2012, considerada um dos pilares da sua governação.
A ofensiva tem abrangido diversos setores estratégicos da economia chinesa incluindo energia, finanças, indústria farmacêutica e desporto e já levou à condenação de inúmeros altos quadros do Estado e de empresas públicas.
Para além do combate à corrupção, analistas apontam que estas ações reforçam o controlo político sobre setores-chave da economia, aumentando a disciplina interna e a supervisão das grandes empresas estatais.
Do ponto de vista económico, o reforço da fiscalização pode contribuir para maior transparência e eficiência na gestão pública, embora alguns observadores alertem para o risco de utilização política destes processos, nomeadamente no afastamento de figuras influentes.
Num contexto de crescente competição global, a estabilidade e credibilidade das grandes empresas estatais chinesas continuam a ser determinantes para o posicionamento do país nos mercados internacionais. (NM)
Por: IZILDA CHILUNDO
