O chefe da diplomacia do Irão, Abbas Araghchi, lançou um aviso firme à comunidade internacional contra qualquer “ação provocadora” relacionada com o bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz.
A posição surge num momento de elevada tensão, numa altura em que o Conselho de Segurança da ONU discute uma possível resolução que poderá autorizar o uso de meios “defensivos” para garantir a segurança da navegação naquela rota crucial para o comércio mundial de petróleo.
O estreito por onde passa uma parte significativa dos hidrocarbonetos globais encontra-se praticamente bloqueado por Teerão, em resposta aos ataques levados a cabo pelos Estados Unidos e por Israel contra território iraniano no final de fevereiro.
Num comunicado oficial, Araghchi sublinhou que qualquer escalada, incluindo decisões no seio das Nações Unidas, poderá agravar ainda mais a crise na região. A votação da resolução, inicialmente prevista para esta sexta-feira, foi, entretanto, adiada sem nova data, refletindo divisões profundas entre os membros do Conselho.
O projeto, promovido pelo Bahrein, prevê que países ou coligações possam atuar para proteger navios comerciais, mas enfrenta resistência de potências com direito de veto, como a Rússia e a China.
Entretanto, o Conselho de Cooperação do Golfo acusou o Irão de impedir a circulação de petroleiros e de impor condições à passagem de embarcações, apelando à intervenção internacional para garantir a segurança das rotas marítimas.
O impasse atual levanta sérias preocupações sobre o abastecimento energético global e o risco de uma escalada militar numa das regiões mais sensíveis do mundo. (NM)
Por: IZILDA CHILUNDO
