Obras e trânsito condicionam circulação na rota Praça dos Combatentes Baixa

A ligação entre a Praça dos Combatentes e a Baixa da cidade mantém-se como um dos principais constrangimentos à mobilidade urbana, com centenas de utentes a enfrentarem diariamente longas filas, escassez de viaturas e tempos de espera prolongados.

Na manhã desta quarta-feira, o cenário repetiu-se, com passageiros a acumularem-se nas paragens desde as primeiras horas do dia. Muitos relatam dificuldades em cumprir horários, mesmo saindo de casa de madrugada.

É o caso de Lúcia Mondlane, enfermeira de 38 anos, que afirma já não conseguir garantir pontualidade. “Cheguei à paragem às 05h45 e já havia uma fila enorme. O problema é que muitos ‘chapas’ preferem fazer encurtamento de rota”, lamenta.

A situação afecta igualmente estudantes. Samuel Bila, de 21 anos, universitário, refere ter perdido aulas devido à dificuldade em conseguir transporte. Segundo explica, várias viaturas circulam superlotadas e não param nas paragens, agravando os atrasos.

No sector informal, os impactos também se fazem sentir. A vendedora Dona Teresa Matsinhe admite que os custos de transporte aumentaram, sendo frequentemente obrigada a recorrer a meios alternativos para chegar ao local de trabalho a tempo, o que tem impacto directo no seu rendimento diário.

Do lado dos operadores, a justificação centra-se nas condições de circulação. Ricardo Joaquim, motorista da rota Praça dos Combatentes Baixa, aponta as obras de reabilitação em curso no centro da cidade como principal factor de constrangimento.

“O engarrafamento na Avenida Vladimir Lenine e as obras que decorrem na Baixa reduzem significativamente a fluidez do trânsito. Os desvios obrigatórios fazem com que as viagens demorem o dobro do tempo”, explica, acrescentando que a situação se traduz em menos viagens realizadas e maior consumo de combustível.

O conjunto de factores  obras, congestionamento e limitações operacionais do transporte semi-colectivo  continua, assim, a penalizar a mobilidade nesta ligação estratégica da cidade, com impacto directo na rotina de trabalhadores, estudantes e comerciantes. (FM)

Por: IZILDA CHILUNDO

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