Governo moçambicano estima em cerca de 1,6 mil milhões de dólares (102,4 mil milhões de meticais) o montante necessário para implementar o plano de recuperação e reconstrução na sequência das inundações que já provocaram 298 mortes no país.
A informação foi avançada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Salim Valá, no final de uma sessão do órgão, realizada em Maputo. Segundo o governante, desde o início da época chuvosa e ciclónica, em Outubro, mais de um milhão de pessoas foram afectadas em todo o território nacional.
“O plano de recuperação e reconstrução encontra-se em fase conclusiva e deverá rondar os 1,6 mil milhões de dólares, embora este valor ainda não seja definitivo”, referiu.
O documento está estruturado em cinco áreas prioritárias, nomeadamente o salvamento de vidas e assistência humanitária, a reposição da transitabilidade, a reconstrução de infra-estruturas, a recuperação económica e o reforço da capacidade de prevenção e mitigação de desastres naturais.
O Executivo sublinha que o plano representa uma nova orientação estratégica, que visa integrar, de forma transversal, a gestão do risco climático, a prevenção e a reconstrução resiliente no modelo de governação e desenvolvimento do país.
Entre os objectivos principais destacam-se a colocação da protecção da vida humana no centro da acção governativa, a promoção de um ordenamento territorial seguro, com base em mapas de risco, e a adopção de soluções de construção resiliente, capazes de resistir a fenómenos climáticos extremos.
Recorde-se que, em Janeiro, o Governo avaliou em 644 milhões de dólares (39,8 mil milhões de meticais) os danos causados em infra-estruturas pelas cheias.
De acordo com dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), até ao final de segunda-feira, o número de vítimas mortais subiu para 298, havendo ainda registo de 17 desaparecidos e 351 feridos.
No total, foram afectadas 1.024.390 pessoas, correspondentes a 233.998 famílias. As cheias provocaram ainda a destruição parcial de 21.719 habitações, a destruição total de 10.236 e a inundação de 206.379 casas.
Os danos estendem-se igualmente a infra-estruturas sociais, com 304 unidades sanitárias, 104 locais de culto e 724 escolas afectadas em menos de seis meses.
por: Joao Mbatine
