O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o prolongamento por cinco dias do prazo imposto ao Irão para reabrir o estratégico estreito de Ormuz, numa decisão que sinaliza uma possível desescalada das tensões no Médio Oriente.
A extensão do ultimato foi comunicada poucas horas antes do término do prazo inicialmente definido, que expirava às 23h44 (hora de Lisboa) e 01h44(hora Moçambique). Em paralelo, Washington comprometeu-se a suspender, durante este período, eventuais ataques a infraestruturas energéticas iranianas, nomeadamente centrais elétricas.
Numa mensagem pública, Trump destacou que decorreram “conversas muito boas e produtivas” entre as partes, sugerindo avanços diplomáticos com potencial para alcançar uma “resolução completa” do conflito. As negociações deverão prosseguir ao longo da semana.
Apesar do otimismo manifestado pela administração norte-americana, Teerão ainda não confirmou oficialmente a existência de contactos diretos com Washington.
O estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo a nível global, assume um papel central neste impasse. Qualquer bloqueio ou instabilidade na região tem impacto direto nos mercados energéticos internacionais e na segurança global.
A decisão de adiar o ultimato e suspender ações militares pode ser interpretada como uma tentativa de abrir espaço à via diplomática, num contexto de elevada tensão. Ainda assim, a ausência de confirmação por parte do Irão mantém a incerteza quanto à evolução das negociações.
Os próximos dias serão determinantes para avaliar se este gesto representa um avanço real rumo à estabilização ou apenas uma pausa temporária num conflito de maior escala. (NM)
Por: IZILDA CHILUNDO
