Chapo destaca Geração “8 de Março” como Pilar do Progresso Nacional

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, sublinhou hoje a importância da Geração “8 de Março” na construção de Moçambique, descrevendo-a como uma “ponte” essencial entre os libertadores da pátria e a juventude actual.

Durante a cerimónia de homenagem ao 49.º aniversário da associação, realizada no Gabinete Presidencial, o Chefe de Estado elogiou o patriotismo dos jovens de 1977, que colocaram de lado os seus sonhos pessoais para combater o analfabetismo e colmatar o vazio institucional deixado pelo colonialismo. Chapo garantiu que o Governo está empenhado em institucionalizar o reconhecimento desta geração e integrar os seus projectos no desenvolvimento económico do país.

O Presidente recordou que, desde o início do seu mandato, o Executivo mantém um diálogo aberto com a associação, reforçando que a contribuição histórica desta geração vai muito além de uma mera efeméride. “A Geração ‘8 de Março’ representa um marco histórico incontornável no processo de edificação da Nação moçambicana”, afirmou.

O movimento nasceu em resposta ao apelo do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Machel, em 1977, quando jovens do ensino secundário e médio interromperam os estudos para suprir a grave falta de quadros qualificados que o Estado recém-independente enfrentava.

Entre os feitos destacados, Chapo apontou o empenho destes jovens nos sectores da educação, saúde e agricultura, vitais para eliminar os legados do colonialismo. “Vocês deixaram de lado sonhos individuais para abraçar o desenvolvimento do país, defendendo a pátria, então ameaçada pelos regimes de Ian Smith na Rodésia e do Apartheid na África do Sul”, frisou, lembrando que o analfabetismo atingia 90% da população.

Para o Presidente, a Geração “8 de Março” simboliza a consciência patriótica ao assumir responsabilidades para dar continuidade aos objectivos da revolução. “Esta é uma geração heróica, que recebeu e assumiu, com grande responsabilidade, a chave deixada pela Geração 25 de Setembro de 1964”, afirmou, em referência aos combatentes da luta de libertação nacional.

Chapo evocou ainda o legado de Samora Machel, sublinhando que a educação foi a principal frente de acção desta geração. “Falar da Geração ‘8 de Março’ é falar do Homem novo, revolucionário, anti-racista, anti-tribalista e defensor da unidade nacional”, recordou, destacando os valores que uniram jovens de todo o país.

No final do discurso, o Presidente lançou um desafio à juventude contemporânea, incentivando-a a inspirar-se no exemplo de 1977. Defendeu que o combate à pobreza e a criação de riqueza só se alcançam através do “engajamento árduo no trabalho produtivo”, reforçando o lema do seu Governo: “Vamos trabalhar em prol do desenvolvimento económico do nosso país”.

Quanto às reivindicações da associação, Chapo anunciou que o Governo analisa medidas concretas para valorizar o património imaterial do grupo, incluindo a institucionalização da associação, a criação da “Ordem 8 de Março” no sistema de títulos honoríficos do Estado e apoio a projectos económicos e sociais apresentados pela organização.

O Chefe de Estado concluiu afirmando que a homenagem a esta geração deve ser contínua. “Nunca devemos deixar passar esta data sem reconhecer esta geração que serve de ponte entre os libertadores da pátria e a actual juventude”, assegurou, prometendo trabalho conjunto para responder às expectativas dos moçambicanos.
Por: Joao Mbatine

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