A guerra que envolve os Estados Unidos, Israel e o Irão continua a intensificar-se no Médio Oriente e já apresenta sinais de expansão para outras regiões, tendo atingido esta quinta-feira o Azerbaijão.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais, um drone iraniano atingiu o aeroporto de Nakhchivan, provocando ferimentos em duas pessoas. O Governo azeri afirmou que o incidente “não ficará sem resposta”.
Perante a escalada da violência, vários países europeus decidiram reforçar a presença militar na região. A Espanha e a Itália anunciaram o envio de navios de guerra para a ilha de Chipre, com o objectivo de apoiar operações de protecção após uma base aérea britânica ter sido atingida por drones alegadamente lançados pelo movimento libanês Hezbollah.
Os meios navais destes países deverão juntar-se ao porta-aviões francês Charles de Gaulle e a navios de guerra da Grécia já posicionados na zona.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, anunciou igualmente o envio de apoio adicional para reforçar os sistemas de defesa aérea de países do Golfo afectados por ataques iranianos. Outros Estados europeus, como a Alemanha e os Países Baixos, ponderam adoptar medidas semelhantes.
Entretanto, o secretário da Defesa do Reino Unido, John Healey, deslocou-se a Chipre para reforçar a cooperação militar após pedidos de apoio por parte das autoridades cipriotas.
Novos ataques e vítimas
Os confrontos continuam a registar-se sobretudo em território iraniano e israelita. Explosões foram reportadas em Teerão e arredores, enquanto o exército israelita afirmou ter detectado novos mísseis disparados a partir do Irão, activando sistemas de defesa em Jerusalém.
Um ataque aéreo israelita no norte do Líbano terá provocado a morte de um dirigente do Hamas, bem como de oito civis, incluindo membros de duas famílias.
No Iraque, o grupo armado Kataib Hezbollah confirmou a morte de um dos seus comandantes, Ali Hussein al-Freiji, após um ataque contra milícias pró-iranianas.
Entretanto, o Irão afirmou ter atingido um petroleiro norte-americano no Golfo Pérsico, alegando que a embarcação se encontra em chamas, embora sem fornecer detalhes adicionais.
Explosões também foram registadas em Doha, capital do Qatar, e em Manama, no Bahrein, perto de instalações militares que acolhem forças norte-americanas.
Repatriamentos intensificam-se
Face ao agravamento da situação, vários países continuam a retirar cidadãos da região. Dois voos provenientes de Atenas e Roma transportaram cidadãos israelitas de regresso ao aeroporto Ben Gurion Airport, em Telavive, que se encontrava encerrado desde o início da ofensiva militar, a 28 de Fevereiro.
O Paquistão anunciou ter retirado cerca de dois mil cidadãos do Irão, entre eles diplomatas, estudantes e peregrinos. Por sua vez, a Coreia do Sul ordenou aos seus nacionais que abandonem o território iraniano, após emitir um alerta de proibição de viagens para o país.
A escalada do conflito continua a gerar forte preocupação internacional, à medida que novos actores e territórios são envolvidos na crise que ameaça alargar-se a outras regiões.
