O Governo de Cabo Verde e o grupo francês Vinci Airports assinaram um memorando de entendimento para a construção de um aeroporto internacional na ilha de Santo Antao, considerada a segunda maior do arquipélago e um dos principais destinos de turismo de natureza e aventura.

O acto foi presidido pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que sublinhou que a decisão resulta de um processo amplamente estudado e reflectido. Segundo o chefe do Governo, trata-se de uma opção estratégica para ligar directamente Santo Antão ao mundo, através do transporte aéreo, reforçando a conectividade interna e internacional do país.
De acordo com os estudos técnicos já realizados, o futuro aeroporto será implantado na zona de Casa do Meio, a cerca de sete quilómetros da cidade do Porto Novo. A infra-estrutura é considerada estratégica para impulsionar o turismo, dinamizar a economia local e aumentar o fluxo de visitantes, mantendo, segundo o Governo, a identidade da ilha como destino de natureza, cultura e tranquilidade.
Com a assinatura do memorando, arranca agora a fase de estudo de concepção, financiamento e viabilidade do projecto, conforme anunciou o director executivo de concessões da Vinci Airports, Nicolas Notebaert. Os resultados deverão ser apresentados nos próximos meses.
A Vinci Airports, filial do Grupo VINCI, é actualmente concessionária da gestão dos aeroportos cabo-verdianos. Nos últimos dois anos e meio, investiu mais de 70 milhões de euros em infra-estruturas nas ilhas do Sal, Boa Vista, Santiago e Fogo, estando previsto um investimento adicional de 142 milhões de euros no âmbito da modernização do sector aeroportuário nacional.
O projecto, a implementar ao longo de três anos, prevê ampliações de terminais, criação de novas áreas comerciais, extensão de pistas e melhorias operacionais em vários aeroportos do arquipélago, bem como reforço das infra-estruturas ambientais, incluindo estações de tratamento de resíduos e de águas residuais.
