Seis mortos e mais de 12 mil famílias afectadas pelas inundações em Maputo

As chuvas intensas que recentemente atingiram a cidade de Maputo provocaram seis vítimas mortais e afectaram mais de 12 mil famílias, segundo dados apresentados esta quarta-feira na abertura da XI Sessão Ordinária da Assembleia Municipal.

O cenário foi classificado como crítico, exigindo “sensibilidade, responsabilidade e acção firme” por parte das autoridades municipais, num contexto em que os efeitos das alterações climáticas continuam a agravar a frequência e a intensidade de fenómenos extremos no país.

De acordo com a edilidade, equipas municipais mantêm-se no terreno a realizar trabalhos de drenagem, monitorização das zonas consideradas críticas e assistência directa às famílias afectadas. Paralelamente, estão a ser reforçadas medidas estruturais de prevenção e resposta às inundações, com o objectivo de reduzir a vulnerabilidade da capital a ocorrências semelhantes no futuro.

O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, reagiu às críticas à gestão municipal, defendendo que houve progressos significativos na administração das águas pluviais. Como argumento, apontou as chuvas intensas registadas em Janeiro em várias regiões do país, sublinhando que os impactos não podem ser analisados isoladamente da dimensão climática nacional.

O edil considerou ainda que o debate público deve ir além da crítica, defendendo o reconhecimento dos avanços alcançados na gestão urbana e na melhoria das infra-estruturas de drenagem.

A situação evidencia dois níveis de desafio: por um lado, a emergência humanitária imediata, marcada por perdas humanas e milhares de famílias afectadas; por outro, as fragilidades estruturais do ordenamento urbano e dos sistemas de drenagem, que continuam a limitar a capacidade de resposta da cidade face a eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

A edilidade reafirma o compromisso de continuar a intervir no terreno, conjugando resposta de emergência, apoio social e medidas estruturais, com vista à protecção de vidas, mitigação de impactos e reforço da resiliência urbana da capital.
Por: Joao Mbatine

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