Moçambique destacou, durante a 61.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, realizada na Suíça, a urgência de reforçar estratégias de prevenção a desastres naturais face ao agravamento das alterações climáticas, afirmou o ministro Mateus Saize.
Segundo o governante, a intensidade dos fenómenos climáticos, evidenciada pelas fortes chuvas de Janeiro e pela tempestade tropical Gezani, tem colocado em risco o acesso da população aos direitos fundamentais.
As consequências sentiram-se de forma grave em províncias como Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala, afetando diretamente a segurança, a saúde e a educação. Dos 870 mil cidadãos atingidos, mais de 200 mil sofreram impactos diretos, enquanto mais de 21 mil habitações foram destruídas total ou parcialmente e cerca de 183 mil sofreram inundações. O sector público registou danos em 717 escolas e 272 unidades de saúde.
A economia rural também sofreu perdas significativas. De acordo com o INGD, mais de 555 mil hectares de cultivo foram afetados, dos quais quase 300 mil hectares foram totalmente perdidos, prejudicando a subsistência de mais de 365 mil agricultores. Foram ainda registadas mais de 530 mil mortes de animais.
O país mantém atualmente 41 centros de acolhimento ativos, prestando assistência a cerca de 33.905 pessoas deslocadas pelas intempéries.
Por: Jaime Alberto
