O Chade anunciou, esta segunda-feira, o encerramento da sua fronteira oriental com o Sudão, na sequência de confrontos registados durante o fim-de-semana e relacionados com a guerra civil sudanesa, que provocaram a morte de cinco soldados chadianos.
Em comunicado, o Governo chadiano justificou a decisão com “incursões repetidas e violações do território” atribuídas a forças envolvidas no conflito no Sudão. As autoridades garantem que a fronteira permanecerá encerrada até novo aviso.
De acordo com um responsável chadiano citado pela AfricaNews, os confrontos opuseram as Forças de Apoio Rápido grupo paramilitar sudanês e tropas leais ao Governo de Cartum, tendo ocorrido na cidade fronteiriça de Tine.
Além dos cinco militares chadianos mortos, há registo de três civis que perderam a vida e de pelo menos 12 feridos, elevando o número de vítimas resultantes da violência transfronteiriça.
Não é a primeira vez que a guerra civil no Sudão se estende ao território do Chade, provocando vítimas mortais e danos materiais. Fontes citadas pela imprensa internacional, sob anonimato por não estarem autorizadas a prestar declarações públicas, indicam que reforços militares chadianos estão a ser mobilizados para a zona afectada.
Segundo a Organização das Nações Unidas, o conflito no Sudão desencadeou a maior e mais grave crise de fome da actualidade a nível mundial. A guerra, que se aproxima do quarto ano, já forçou a deslocação de milhões de pessoas dentro e fora do país, agravando a instabilidade na região.
Por: Joao Mbatine
