O Secretariado-Geral da RENAMO denunciou a existência de uma suposta recolha de assinaturas destinada a convocar reuniões extraordinárias dos órgãos do partido com vista à destituição do seu presidente, Ossufo Momade.
Num comunicado tornado público esta semana, a direcção do partido classifica a iniciativa como ilegal e politicamente motivada, considerando que a mesma visa criar instabilidade interna e comprometer a coesão da organização. A liderança acusa ainda os promotores de actuarem com objectivos contrários às linhas estratégicas da formação política.
O documento recorda que Ossufo Momade foi eleito de forma legítima durante o VII Congresso da RENAMO, realizado em Alto-Molócuè, em 2024, sublinhando que qualquer tentativa de afastamento que não respeite os mecanismos estatutários constitui uma violação das normas internas do partido.
Perante o cenário, a RENAMO apela aos seus membros para que não participem na alegada recolha de assinaturas, advertindo que tal processo poderá fomentar divisões num período considerado sensível tanto para o partido como para o país.
A formação política reconhece que enfrenta desafios internos ligados a disputas de liderança e à gestão dos órgãos decisórios, num contexto em que procura consolidar-se como alternativa governativa em Moçambique. No final do comunicado, reafirma o seu compromisso com a estabilidade institucional, a governação democrática e a construção de uma alternativa política credível.
