Banco de Moçambique divulgou decisões do Comité de Política Monetária

O Banco de Moçambique divulgou hoje as decisões do Comité de Política Monetária (CPMO), tendo definido as taxas de juro que passaram a orientar a política económica nacional no início de 2026. O anúncio foi dirigido pelo governador Rogério Zandamela e marcou a primeira comunicação oficial da instituição neste ano.

À data do anúncio, a taxa de referência MIMO manteve-se em 9,50%, o nível mais baixo registado desde 2015. Ao longo de 2024 e 2025, o Banco de Moçambique efectuou cortes graduais da taxa, que partiu de 16,50%, com o objectivo de estimular a actividade económica e manter a inflação sob controlo, que permaneceu em níveis de um dígito.

A redução da taxa de juro teve impacto directo sobre famílias e empresas. Com o crédito mais acessível, os consumidores beneficiaram de melhores condições para financiar habitação, bens duradouros e despesas de consumo, enquanto as empresas, sobretudo as pequenas e médias, passaram a ter maior facilidade de acesso a financiamento bancário.

Do ponto de vista macroeconómico, a política monetária mais acomodatícia estimulou o investimento e o consumo, tendo contribuído para o crescimento do Produto Interno Bruto.

Apesar do contexto favorável, o Banco de Moçambique alertou para a persistência de riscos, incluindo possíveis pressões inflacionárias, choques climáticos e desafios fiscais. O mercado acompanhou com atenção a comunicação do CPMO, que passou a definir não apenas o custo do crédito, mas também a orientação da economia moçambicana ao longo de 2026.

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