O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a entrada em vigor de um cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel, numa tentativa de travar a escalada do conflito no Médio Oriente.
O acordo inclui o movimento xiita Hezbollah, que se comprometeu a respeitar a trégua, desde que Israel suspenda totalmente as operações militares. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, classificou o entendimento como uma oportunidade para um possível acordo de paz histórico, embora tenha indicado que as forças israelitas irão manter as suas posições no território libanês durante o período de cessar-fogo.
Por seu turno, o Irão saudou o acordo, destacando que a trégua anteriormente mediada pelo Paquistão já contemplava o território libanês, reforçando o papel diplomático regional nas negociações.
Contudo, poucas horas após a entrada em vigor do cessar-fogo, as forças armadas libanesas denunciaram alegadas violações, referindo bombardeamentos e ataques em várias localidades. As autoridades consideram que tais acções comprometem a credibilidade e a sustentabilidade do acordo.
Num contexto de elevada tensão, a evolução da trégua será determinante para a estabilidade regional, com potenciais implicações políticas e económicas a nível global, sobretudo no que diz respeito à segurança energética e às rotas estratégicas de comércio internacional. (NM)
Por: IZILDA CHILUNDO
