O conflito no Médio Oriente continua sem sinais de abrandamento, mais de um mês após a escalada militar que mantém a comunidade internacional em alerta. Enquanto os confrontos prosseguem, cresce também a preocupação com o impacto no mercado petrolífero e na estabilidade global.
Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que Washington estaria em conversações com Mohammad Bagher Ghalibaf, antigo comandante da Guarda Revolucionária iraniana e atual líder do parlamento do Irão. No entanto, a informação foi rapidamente desmentida por Teerão, através do próprio Ghalibaf e do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei.
A situação deteriorou-se ainda mais com a morte de três capacetes azuis no sul do Líbano, numa zona de confrontos entre Israel e o movimento Hezbollah, apoiado pelo Irão. O incidente levou à convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aumentando a pressão diplomática para travar a escalada.
Perante o agravamento da crise, o primeiro-ministro português, António Costa, defendeu mais espaço para soluções diplomáticas e alertou para os riscos económicos, incluindo a volatilidade do preço do petróleo.
Ao mesmo tempo, surgem apelos para diversificação energética, com Washington a sugerir que aliados europeus reforcem compras de petróleo aos Estados Unidos, numa tentativa de reduzir dependências e estabilizar o mercado.
Analistas alertam que a prolongação do conflito pode provocar, Subida do preço do petróleo,Pressão sobre a inflação global,Perturbações nas cadeias de abastecimento,Instabilidade nos mercados financeiros
A comunidade internacional mantém, assim, os esforços diplomáticos para evitar uma escalada regional mais ampla, enquanto o conflito continua sem solução imediata à vista. (NM)
Por: IZILDA CHILUNDO
