O sector privado moçambicano defende a necessidade de reforçar o investimento em infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias, com vista à redução do congestionamento e dos tempos de espera nos principais corredores logísticos do país.
A posição foi manifestada durante um seminário dedicado ao desenvolvimento do Corredor Logístico do Norte, que reuniu empresários moçambicanos e japoneses para debater oportunidades de investimento e de expansão de negócios.
No encontro, foi destacado o papel estratégico do Porto de Nacala, cuja capacidade de manuseamento de carga ronda os 252 mil contentores, sendo considerado um activo fundamental para a dinamização do comércio e da actividade empresarial.
Os representantes do sector privado sublinharam, no entanto, que a plena valorização desta infra-estrutura depende da melhoria das vias de acesso e da expansão da sua capacidade operacional, apontando estas intervenções como prioritárias para o aumento da competitividade logística.
Neste contexto, a cooperação com o Japão foi identificada como um factor determinante para acelerar o desenvolvimento económico, através da mobilização de investimento e transferência de conhecimento técnico.
Por sua vez, o embaixador do Japão destacou o valor estratégico do Porto de Nacala, particularmente no que respeita ao potencial de crescimento da região Norte do país.
Em representação do Governo, a secretária de Estado da Indústria e Comércio referiu as reformas legais em curso, orientadas para a melhoria do ambiente de negócios e para a captação de investimento estrangeiro.
Moçambique mantém como prioridade a consolidação do Porto de Nacala e do respectivo corredor logístico, com o objectivo de afirmar esta infra-estrutura como uma plataforma de integração económica regional, alinhada com a implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana.
Por: Joao Mbatine
