O projecto Procultura, implementado pelo Instituto Camões com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e financiamento da União Europeia, mudou a vida de milhares de estudantes, artistas, professores e empreendedores culturais nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e em Timor-Leste, nas áreas da música, artes cénicas e literatura infanto-juvenil.
Em declarações feitas esta quinta-feira, em Maputo, a presidente do Instituto Camões, Florbela Paraíba, sublinhou que, em sete anos, o Procultura “permitiu internacionalizar carreiras” e criou oportunidades profissionais sólidas, com mais de 80% dos participantes a alcançarem projeção internacional ou regional, e mais de 60% a consolidarem-se no sector cultural.
“Houve formação, espaços de criação e intercâmbio, permitindo aos artistas aprender, crescer e criar em ambientes estimulantes”, afirmou Paraíba, destacando ainda a importância da mobilidade internacional e das residências artísticas, que possibilitaram a troca de experiências entre universidades e escolas secundárias destes países.
O programa, avaliado em 19 milhões de euros, envolveu mais de 1.800 estudantes e profissionais, apoiando actividades de 108 entidades culturais, maioritariamente sem fins lucrativos, e gerou mais de 600 postos de trabalho, incluindo técnicos de som, iluminação e cenografia. Foram ainda formados 106 bolseiros do ensino superior e realizados intercâmbios entre 11 universidades portuguesas e nove países parceiros.
“A cultura não é residual: é investimento, economia, diversidade, coesão e identidade. Este projecto evidencia como a cultura pode ser um motor de desenvolvimento e inclusão”, afirmou a presidente do Camões.
O Instituto Camões anunciou que o Procultura continuará na segunda fase Procultura II com 10 milhões de euros da União Europeia, reforçando a mobilidade e capacitação de artistas, técnicos e agentes culturais, bem como o fortalecimento das instituições públicas de promoção cultural nos países participantes.
Florbela Paraíba concluiu que o Procultura II permitirá consolidar aprendizagens, expandir oportunidades de criação artística e continuar a promover a cultura como factor de desenvolvimento e futuro para a CPLP.
Por: Joao Mbatine
