O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta quinta-feira que a diplomacia deve assumir um papel estratégico na defesa dos interesses nacionais e na projecção de Moçambique no cenário internacional. O posicionamento foi expresso durante a cerimónia de tomada de posse do novo Conselheiro do Presidente para os Assuntos Diplomáticos e do Curador do Museu da Presidência da República.
Na ocasião, Carlos Manuel Carlos Rodrigues da Costa foi empossado como Conselheiro do Presidente para os Assuntos Diplomáticos, enquanto Jerónimo Jeremias Nhamunze assumiu funções como Curador do Museu da Presidência da República.
Na sua intervenção, o Chefe do Estado sublinhou que o acto ocorre num contexto internacional marcado por profundas transformações, caracterizado por tensões geopolíticas, redefinição de alianças estratégicas e intensificação da competição entre grandes potências. A este cenário juntam-se ainda desafios globais como as alterações climáticas, a insegurança alimentar e energética, bem como conflitos armados, terrorismo e extremismo violento.
Perante esta realidade, Daniel Chapo destacou que a diplomacia constitui um instrumento fundamental para a afirmação do Estado no sistema internacional, permitindo defender os interesses nacionais e promover a paz, a cooperação e o desenvolvimento.
Dirigindo-se ao novo conselheiro para os Assuntos Diplomáticos, o Presidente da República salientou que o exercício da função exige lealdade à Constituição, visão estratégica, rigor analítico e profundo conhecimento das dinâmicas regionais e internacionais. Entre as suas responsabilidades estarão a assessoria ao Chefe do Estado na definição e condução da política externa, o acompanhamento da evolução do sistema internacional e o reforço da articulação institucional entre a Presidência da República e o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.
Na mesma cerimónia, o estadista destacou igualmente a importância do Museu da Presidência da República na preservação da memória institucional e na promoção da educação cívica. Segundo afirmou, o espaço representa um importante instrumento para valorizar a história do país e reforçar a identidade nacional.
O Chefe do Estado concluiu que a nomeação dos dois responsáveis reflecte o compromisso do Estado com a projecção estratégica de Moçambique no mundo e com a preservação da memória institucional que sustenta a independência e o desenvolvimento do país.
