O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previu que a ofensiva militar contra o Irão poderá prolongar-se por mais quatro semanas, admitindo a possibilidade de novas baixas entre as forças norte-americanas. A operação decorre em coordenação com Israel e, segundo Washington, tem como objetivo neutralizar ameaças consideradas iminentes por parte do regime iraniano.
Em declarações ao jornal britânico Daily Mail, Trump afirmou que, apesar da dimensão territorial do Irão, a campanha poderá ser concluída “em quatro semanas ou até menos”, dependendo da intensidade das operações. Já em entrevista à cadeia norte-americana NBC, reconheceu que são expectáveis novas perdas militares. “Tivemos três baixas, esperamos mais perdas, mas no fim haverá um bom resultado para o mundo”, declarou.
As Forças Armadas dos EUA anunciaram a destruição do quartel-general da Guarda Revolucionária iraniana, estrutura considerada estratégica pelo regime de Teerão. Em comunicado, o United States Central Command (Comando Central norte-americano), responsável pelas operações no Médio Oriente, afirmou que o ataque conjunto com Israel “decapitou a serpente”, numa referência direta à liderança operacional da Guarda Revolucionária Islâmica.
Segundo o mesmo comando, forças iranianas retaliaram com ataques que atingiram infraestruturas civis e energéticas na região. A refinaria do grupo Bazan Group, em Haifa a maior de Israel foi forçada a interromper temporariamente as operações após ter sido atingida.
Fontes militares norte-americanas indicaram ainda que os ataques de retaliação terão visado aeroportos internacionais no Dubai, Kuwait e Erbil, no Iraque, bem como unidades hoteleiras e zonas portuárias no Golfo. Em Israel, Catar e Bahrain, áreas residenciais também terão sido afetadas.
A escalada militar, iniciada no sábado com bombardeamentos conjuntos dos EUA e de Israel contra alvos estratégicos no Irão, aumenta a tensão geopolítica no Médio Oriente e levanta preocupações nos mercados internacionais, em particular no setor energético. Investidores acompanham com atenção a evolução do conflito, receando impactos no fornecimento de petróleo e gás, bem como na estabilidade das rotas comerciais na região do Golfo.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta com Washington como uma resposta a “ameaças existenciais”. Já Teerão prometeu novas retaliações, mantendo o risco de prolongamento do conflito.
Num contexto de elevada incerteza, analistas alertam que a duração da ofensiva e a eventual expansão do teatro de operações poderão influenciar decisivamente o equilíbrio político e económico regional nas próximas semanas.(FM)
Por: IZILDA CHILUNDO
