Diálogo Nacional Inclusivo avança para zonas rurais a partir de 10 de Março

 A segunda fase do processo de auscultação do Diálogo Nacional Inclusivo arranca no próximo dia 10 de Março e terá como foco as zonas rurais de Moçambique, numa etapa que deverá prolongar-se por dois meses.

O anúncio foi feito pelo vice-presidente da Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), Alberto Ferreira, durante a abertura de um seminário dedicado à reconciliação e unidade nacional, que reúne membros da comissão, grupos de trabalho especializados e organizações envolvidas na resolução de conflitos no país.

Depois de uma primeira fase centrada em áreas urbanas e capitais provinciais, o alargamento às comunidades rurais representa um passo estratégico para garantir maior representatividade, inclusão social e participação cidadã no processo de diálogo.

Segundo a Comissão Técnica, o objectivo é recolher contributos diretos das populações locais, líderes comunitários, organizações da sociedade civil e outros actores relevantes, reforçando a construção de consensos em torno da estabilidade política e social.

Para além da dimensão política e social, o avanço do Diálogo Nacional Inclusivo tem também reflexos no ambiente económico. Processos de reconciliação e construção de consensos são frequentemente apontados como factores determinantes para o reforço da confiança institucional, melhoria do clima de investimento e estímulo ao desenvolvimento sustentável.

Num contexto em que Moçambique procura consolidar a estabilidade e dinamizar sectores estratégicos, a inclusão efectiva das comunidades rurais onde reside uma parte significativa da população, poderá contribuir para reduzir assimetrias, prevenir conflitos locais e criar bases mais sólidas para o crescimento económico.

O seminário, com duração de dois dias, insere-se precisamente neste esforço de coordenação técnica e alinhamento estratégico entre os diferentes intervenientes do processo.

Com o arranque desta nova etapa, o país entra numa fase considerada decisiva para transformar o diálogo em propostas concretas, capazes de promover reconciliação, unidade nacional e previsibilidade institucional elementos-chave para a confiança dos cidadãos e dos agentes económicos. (RM)

por: IZILDA CHILUNDO

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