Queixas nas FADM marcam preparativos da cerimónia militar em Chimoio

Militares afectos a diferentes regiões do país manifestam descontentamento face à alegada exclusão na distribuição de novos fardamentos destinados à cerimónia de encerramento e abertura do ano militar 2025/2026, que terá lugar esta sexta-feira, 20 de Fevereiro, na cidade de Chimoio, província de Manica.

Segundo informações avançadas por fontes castrenses, parte dos uniformes previstos para todos os efectivos terá sido entregue apenas aos integrantes da marcha e às equipas de serviço envolvidas directamente no evento. A situação está a gerar um sentimento de exclusão entre vários militares destacados para as celebrações.

Um oficial ouvido sob anonimato referiu que a orientação inicial apontava para a distribuição de fardamento a todo o contingente mobilizado. No entanto, tal não se terá concretizado, levantando suspeitas de eventual desvio de material. De acordo com a mesma fonte, a selecção restrita poderá ter como objectivo projectar uma imagem de organização e uniformização perante o Chefe do Estado.

Contactadas para reagir às alegações, fontes das Forças Armadas de Defesa de Moçambique limitaram-se a afirmar que o fardamento foi disponibilizado aos militares, assegurando que oportunamente serão prestados esclarecimentos adicionais.

Entretanto, a questão do acesso a fardamento adequado tem sido, segundo relatos internos, uma preocupação recorrente nas fileiras, levando alguns efectivos a recorrer a vias informais para a sua aquisição junto de sectores logísticos.

O Presidente da República, Daniel Chapo, na qualidade de Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, dirige a cerimónia oficial de abertura do Ano Operacional Militar 2026, a decorrer no Batalhão de Infantaria de Chimoio.

O acto assinala o arranque formal das actividades operacionais das forças no presente ano, definindo prioridades estratégicas, metas operacionais e o nível de prontidão na salvaguarda da soberania nacional, integridade territorial e manutenção da ordem pública. Trata-se de um momento considerado central para o reforço da disciplina, coesão e moral das forças, num contexto marcado por desafios de segurança cada vez mais exigentes.

Por: Jaime Alberto

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