Mulheres grávidas estão entre as mais afectadas pelas cheias no País, dizem autoridades e parceiros humanitários

As cheias que têm assolado várias regiões do sul do País desde Dezembro de 2025 deixaram milhares de famílias deslocadas e expuseram as vulnerabilidades de grupos sociais particularmente afectados, com destaque para mulheres em fase de gravidez, segundo informações de organizações humanitárias e fontes oficiais moçambicanas.

Relatórios de parceiros de resposta à emergência, incluindo a ActionAid International, indicam que muitas mulheres grávidas foram forçadas a viver e até dar à luz em centros de acolhimento improvisados, onde as condições sanitárias e de privacidade são precárias. Em relatos recolhidos no terreno, gestantes descrevem ter aguardado a chegada de ajuda humanitária por vários dias após serem evacuadas das suas casas inundadas e agora enfrentam dificuldades relacionadas com o acesso a cuidados de saúde adequados, alimentos e itens básicos para si e para os seus bebés.

Numa das situações documentadas, uma mulher que foi retirada das áreas inundadas passou a enfrentar o parto numa área de abrigo temporário, em condições consideradas inseguras pela organização, que apelou à necessidade urgente de reforçar a assistência médica a mães e recém-nascidos.

Dados oficiais do Instituto Nacional de Gestão de Desastres e de outras agências moçambicanas confirmam que as chuvas intensas e as inundações afectaram centenas de milhares de pessoas, especialmente nas províncias de Gaza e Maputo, onde os serviços de saúde e infra-estruturas foram severamente perturbados.

Também autoridades de saúde, com apoio de agências como a Organização Mundial da Saúde, destacaram que, mesmo em situação de emergência, é fundamental garantir a continuidade dos serviços de saúde essenciais, incluindo o acompanhamento pré-natal e obstétrico para gestantes afectadas pelas cheias.

A situação reforça a preocupação de organismos humanitários e o apelo por solidariedade e reforço da resposta de emergência, com foco especial na protecção de grupos vulneráveis como mulheres grávidas, crianças e idosos, que enfrentam riscos acrescidos em contextos de deslocamento e acesso limitado a cuidados médicos.

Por: Jaime Alberto

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