A Rede Moçambicana de Defensores dos Direitos Humanos (RMDDH) condenou, esta quinta-feira, o atentado armado contra o jornalista Carlitos Cadangue, correspondente da STV na província de Manica, ocorrido na noite de 4 de Fevereiro, e exigiu uma investigação urgente, independente e transparente para o esclarecimento do caso.
Em comunicado de imprensa, a organização informou que a viatura do jornalista foi atingida por vários disparos de arma de fogo, classificando o ataque como uma grave violação da liberdade de imprensa e do direito à informação.
Segundo a RMDDH, actos desta natureza representam uma ameaça directa à democracia, ao criarem um ambiente de medo e intimidação que compromete o exercício livre, independente e responsável do jornalismo no país.
A rede considera ainda preocupante a normalização da violência contra profissionais da comunicação social em Moçambique, alertando que a impunidade em casos semelhantes contribui para a repetição de ataques e para o silenciamento de vozes críticas.
No documento, a RMDDH sublinha que a protecção dos jornalistas é uma responsabilidade do Estado moçambicano e defende a adopção de medidas concretas para garantir a segurança dos profissionais da comunicação social e dos defensores dos direitos humanos em todo o território nacional.
“Proteger jornalistas é proteger a democracia”, refere a organização, reiterando que o combate à impunidade é essencial para assegurar o respeito pelos princípios do Estado de Direito.
