Sessão parlamentar na Somália termina em violência após debate sobre mandato presidencial

A sessão plenária conjunta do Parlamento da Somália foi marcada por cenas de violência, na sequência de um debate sobre reformas institucionais que acabou por degenerar em confrontos físicos entre deputados, levando à suspensão imediata dos trabalhos.

Os incidentes ocorreram quando alguns legisladores tentaram avançar com propostas de emendas à Constituição, cujo ponto mais sensível previa a prorrogação do mandato do actual Presidente, bem como o alargamento do período de permanência dos próprios deputados no Parlamento.

A iniciativa gerou forte reacção da oposição, que acusou os proponentes de violarem de forma grave a Constituição somali. Segundo os deputados opositores, as alterações representam uma tentativa de perpetuação no poder por vias consideradas antidemocráticas, desrespeitando os limites legais do exercício governativo.

As agressões, que incluíram trocas de socos e empurrões dentro da câmara, foram transmitidas em directo pelos canais públicos, expondo à população e à comunidade internacional o clima de desordem instalado no órgão legislativo.

Face à escalada da violência e à impossibilidade de garantir a continuidade do debate, a presidência da sessão decidiu suspender os trabalhos, sem que qualquer deliberação tivesse sido votada.

O episódio evidencia a fragilidade do processo político em curso na Somália e aprofunda as preocupações quanto à falta de consenso sobre as regras democráticas e a estabilidade institucional do país.

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