O futuro de Chiquinho Conde à frente da Selecção Nacional de Moçambique, os Mambas, poderá ser decidido esta quarta-feira, numa altura em que o seu contrato termina oficialmente no próximo sábado, 31 de janeiro. Apesar de ter deixado um legado desportivo significativo, a passagem do treinador pelo comando técnico da selecção foi também marcada por tensões com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), que ainda não se pronunciou oficialmente sobre a renovação do vínculo.
Fontes próximas da FMF revelaram à Miramar que, no atual contexto, não existe vontade por parte da Federação em manter Conde no cargo, sinalizando uma possível saída do treinador.
O seleccionador nacional foi convocado para uma reunião com dirigentes da FMF, prevista para quarta-feira, na qual deverá ser comunicado oficialmente sobre o fim do contrato, numa conversa que incluirá um reconhecimento pelo seu trabalho, com um simples “obrigado” e “boa sorte”.
Apesar da iminente saída, Chiquinho Conde ainda poderá concorrer novamente ao cargo, caso assim deseje. A FMF tem planos de lançar um concurso público 90 dias após a cessação do contrato para a escolha do novo seleccionador nacional. Neste cenário, o treinador mais bem-sucedido na história dos Mambas poderia apresentar-se como candidato.
Segundo a mesma fonte, a Federação já tem um leque de treinadores de topo no radar, incluindo profissionais que já orientaram selecções europeias. Entre os nomes mencionados, constava inclusive um campeão europeu, que, entretanto, já terá desistido da possibilidade de assumir o comando da selecção moçambicana.
A decisão final sobre o futuro de Chiquinho Conde não só definirá o rumo da equipa, como também marcará o encerramento de um ciclo que trouxe conquistas históricas, mas também desafios institucionais e divergências com a FMF.
