As autoridades de saúde portuguesas garantem que não há, para já, registo de casos associados ao surto de meningite B que está a afetar o Reino Unido, mas reforçam a vigilância epidemiológica.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) acompanha a evolução da situação, depois de as autoridades britânicas terem confirmado a subida do número de infeções para 27 casos, dos quais 15 já confirmados e 12 ainda sob investigação. O surto provocou duas mortes entre jovens.
Segundo a DGS, não existem em Portugal casos de doença meningocócica com ligação ao Reino Unido, nem surtos registados desde o início do ano no sistema nacional de vigilância.
A doença, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, transmite-se sobretudo por via respiratória e pode evoluir rapidamente para quadros graves, como meningite ou septicemia.
Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça e rigidez na nuca. Nos casos bacterianos, a evolução pode ser rápida e potencialmente fatal, exigindo diagnóstico e tratamento imediatos com antibióticos.
As autoridades de saúde sublinham que a vacinação continua a ser a principal forma de prevenção. Em Portugal, a vacina contra o serogrupo B integra o Programa Nacional de Vacinação desde 2020 para crianças, enquanto a proteção contra os serogrupos A, C, W e Y também está incluída.
No Reino Unido, o surto está concentrado sobretudo em jovens estudantes, com casos identificados em escolas e universidades na região de Kent e em Londres. As autoridades locais avançaram com medidas de controlo, incluindo administração de antibióticos preventivos e campanhas de vacinação direcionadas.
Apesar de a situação estar, para já, circunscrita, o acompanhamento internacional mantém-se apertado, num contexto de reforço das medidas de prevenção e resposta rápida a potenciais novos casos. (NM)
Por: IZILDA CHILUNDO
