Juros do crédito à habitação aliviam em fevereiro

A taxa de juro do crédito à habitação voltou a dar sinais de alívio em fevereiro, refletindo uma ligeira redução dos encargos para as famílias.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos desceu para 3,079%, menos 3,2 pontos base face aos 3,111% registados em janeiro.

Apesar desta descida global, os novos contratos mostram uma tendência distinta. Nos empréstimos celebrados nos últimos três meses, a taxa subiu ligeiramente para 2,871%, evidenciando alguma pressão recente nos custos do financiamento.

No que diz respeito às prestações, o valor médio mensal fixou-se em 397 euros, menos dois euros do que no mês anterior e três euros abaixo do registado há um ano. Ainda assim, quase metade deste montante (48,9%) corresponde a juros, o que continua a pesar no orçamento das famílias.

Já nos contratos mais recentes, a prestação média aumentou para 695 euros, mais 19 euros face a janeiro e uma subida de 11,7% em termos homólogos, sinalizando condições mais exigentes para novos mutuários.

Também o capital médio em dívida registou uma ligeira subida, atingindo 76.494 euros.

No mercado interbancário, as taxas Euribor apresentaram comportamentos mistos: desceram nos prazos a três e a 12 meses, enquanto subiram há seis meses prazo que continua a ser o mais utilizado em Portugal no crédito à habitação com taxa variável.

Os mercados aguardam agora decisões do Banco Central Europeu, que poderá manter as taxas diretoras na atual reunião de política monetária, num contexto de estabilização após sucessivos cortes iniciados em 2024.

Num cenário ainda marcado por incerteza, a evolução das taxas de juro continuará a ser determinante para o custo do crédito e para o comportamento do mercado imobiliário. (NM)

Por: IZILDA CHILUNDO

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