Protesto de docentes do ensino artístico em Lisboa e Porto denuncia precariedade laboral

Cerca de meia centena de docentes da Escola Artística António Arroio concentraram-se esta terça-feira, em Lisboa, numa ação de protesto contra a precariedade laboral que afeta o ensino artístico especializado. A mobilização estende-se também ao Porto, envolvendo professores da Escola Artística Soares dos Reis.

Sob o lema “António Arroio e Soares dos Reis na mesma luta”, os docentes reivindicam a criação de mecanismos que permitam a sua integração nos quadros, denunciando uma situação que se arrasta há vários anos e que afeta cerca de 200 profissionais das áreas das artes visuais e audiovisuais.

Em declarações, o secretário-geral da Fenprof, José Feliciano Costa, sublinhou que estes professores continuam a assegurar disciplinas como cinema ou artes cénicas sem um grupo de recrutamento específico, o que impede a sua vinculação estável ao sistema de ensino.

Do ponto de vista laboral e económico, a situação levanta preocupações adicionais: a ausência de vínculos permanentes compromete a previsibilidade de rendimentos, reduz a atratividade da carreira e pode afetar a qualidade e continuidade da oferta formativa no ensino artístico público.

Os sindicatos alertam que a manutenção deste modelo precário poderá agravar a escassez de profissionais qualificados no setor, defendendo uma resposta urgente por parte do Governo que alinhe a política educativa com práticas de estabilidade contratual e valorização do capital humano. (NM)

Por: IZILDA CHILUNDO

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