Moçambique está há cerca de cinco meses sem registo de novos casos de raptos, um facto que o Governo considera positivo para a melhoria do ambiente de negócios e para a atração de investimento estrangeiro.
A informação foi avançada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante um encontro com a comunidade moçambicana residente no Benelux que integra Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo realizado em Bruxelas.
Segundo o Chefe do Estado, o combate a este tipo de crime tem sido conduzido com “calma e serenidade”, destacando que a ausência de raptos nos últimos meses representa um sinal encorajador para empresários e investidores interessados no mercado moçambicano.
“Há estrangeiros que pretendiam investir em Moçambique, mas acabavam por desistir devido a este crime específico. Estamos a trabalhar para eliminar este mal e, neste momento, já temos cerca de cinco meses sem nenhum rapto”, afirmou.
O Presidente explicou ainda que o último caso registado no país ocorreu em Outubro de 2025. O refém um empresário português de 69 anos raptado em Maputo, foi recentemente libertado, após operações conduzidas pelas autoridades.
De acordo com Daniel Chapo, o empresário era o único refém que permanecia em cativeiro no país. O resgate ocorreu há poucos dias e o cidadão foi encontrado debilitado e com alguns problemas de saúde, mas em segurança.
As investigações e ações de combate a este tipo de criminalidade continuam a ser conduzidas pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que mantém operações para prevenir novos casos.
Para o Governo, a redução significativa deste crime representa um passo importante para reforçar a segurança, melhorar a confiança dos agentes económicos e estimular novos investimentos em Moçambique. (Fm)
Por: IZILDA CHILUNDO
