Um grupo de jovens pertencentes à 44.ª formação da Escola Prática da Policia da Republica de Mocambique (PRM), em Matalana, denuncia estar retido na cidade de Maputo, após ter sido expulso sob alegações de irregularidades médicas.
Os visados, na sua maioria naturais das províncias de Cabo Delgado e Nampula, afirmam que foram surpreendidos com diagnósticos de doenças, incluindo testes sanguíneos positivos e casos de hérnia, situações que, segundo dizem, não haviam sido detectadas nos exames médicos realizados previamente nas suas zonas de residência, em unidades indicadas pela própria corporação.
Em declarações à TV Miramar, os jovens relatam que, após a decisão de expulsão, lhes terá sido prometido apoio para o regresso às suas províncias de origem. Contudo, alegam que tal apoio não se concretizou e que acabaram por ser colocados fora do recinto da escola, sem qualquer assistência.
Sem recursos financeiros, sem meios de comunicação para contactar as famílias e sem transporte assegurado, muitos dizem estar actualmente acolhidos por cidadãos solidários na capital, enquanto aguardam uma solução. O grupo apela à intervenção urgente das autoridades para garantir o seu regresso em segurança às respectivas famílias.
Os jovens ouvidos representam apenas parte dos formandos expulsos, que questionam a veracidade das inspecções médicas realizadas na escola e manifestam indignação pelo que consideram abandono após a exclusão do curso.( Miramar)
