Cinco indivíduos encontram-se detidos na província de Cabo Delgado, indiciados de envolvimento em actos de vandalização e agressões contra líderes comunitários na aldeia de Muaria, distrito de Mecúfi, alegadamente por responsabilizarem as autoridades locais pela propagação da cólera naquela comunidade.
Segundo informou a porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Cabo Delgado, Eugénia Nhamussua, os suspeitos foram detidos na última terça-feira, enquanto outros dez membros do grupo, inicialmente composto por 15 pessoas, continuam foragidos.
De acordo com a fonte policial, os factos remontam ao dia 26 de Janeiro, quando o grupo, munido de objectos contundentes, invadiu a residência de um líder comunitário, tendo arrombado a porta principal. A vítima foi agredida fisicamente, amarrada com linha de pesca e posteriormente conduzida para uma área próxima de um cemitério, onde permaneceu em cárcere privado.
Após o sequestro, os suspeitos regressaram à aldeia e vandalizaram quatro residências pertencentes a responsáveis do bairro, por considerarem que estes estariam na origem da disseminação da cólera. Recorrendo a um megafone, convocaram ainda a população para o local onde mantinham a vítima, alegadamente com o intuito de incitar novas agressões.
A intervenção da PRM permitiu o resgate do líder comunitário. Contudo, durante as acções de reposição da ordem, dois agentes da corporação foram agredidos. Um dos membros sofreu ferimentos ligeiros na cabeça, enquanto outro perdeu três dentes.
No dia seguinte, o mesmo grupo terá destruído mais duas residências na mesma aldeia, provocando prejuízos estimados em cerca de 72.500 meticais.
A corporação assegura que prosseguem diligências com vista à neutralização e captura dos restantes envolvidos, reiterando o compromisso de restabelecer a ordem pública e responsabilizar criminalmente os autores dos actos.
Por: Jaime Carlos
