Docentes do ISMU participam em formação psicopedagógica sobre os desafios do ensino superior

Hoje foi o último encontro de formação psicopedagógica dos docentes do Instituto Superior Mutasa (ISMU). A sessão teve como tema central “Ensinar nas universidades hoje: desafios psicopedagógicos dos docentes”, abordando conceitos fundamentais como aprendizagem, andragogia, autonomia do estudante, sentido e aplicabilidade do conhecimento, experiências prévias, bem como estilos e ritmos de aprendizagem.

Na abertura da formação, o Dr. Américo Sozinho destacou a importância da relação professor–aluno no processo de ensino-aprendizagem. Segundo o docente, para que o estudante se sinta motivado e alcance um bom aproveitamento académico, é essencial que o professor saiba relacionar-se adequadamente com os alunos.

“Para o aluno gostar das aulas, é necessário que o professor tenha uma boa postura com ele. Não importa se o docente é doutor ou diretor-geral; o respeito e a empatia são essenciais”, afirmou.

O formador salientou ainda que o professor não deve encarar o aluno como um adversário em sala de aula. Para ele, o espaço académico não deve ser marcado por rigidez excessiva ou por uma disciplina de carácter militar, mas sim por compreensão, diálogo e abertura para o esclarecimento de dúvidas. “Colocar-se no lugar do aluno contribui não apenas para o sucesso académico, mas também para a formação de uma sociedade melhor”, acrescentou.

Por sua vez, a Dra. Ana Lúcia Machanguia, delegada do ISMU, apresentou orientações sobre as exigências institucionais, sublinhando a necessidade de todos os docentes participarem regularmente nas formações. Segundo explicou, estas capacitações visam alinhar o corpo docente com os princípios e valores da instituição, garantindo maior qualidade no processo de ensino.

Durante a formação, um dos docentes presentes, Nelson Eduardo, partilhou o seu ponto de vista sobre o comportamento dos estudantes. Para ele, o aluno pode manifestar atitudes positivas ou negativas. “Quando o comportamento é negativo, o professor deve ajudar o estudante a criar uma conexão que contribua para a sua mudança. Já a atitude positiva deve ser reforçada, para que o aluno se alinhe cada vez mais com os objetivos académicos”, explicou.

Na segunda parte do seminário, os participantes foram organizados em grupos de três a cinco docentes, com o objetivo de desenvolver um trabalho em equipa. A actividade consistiu na identificação dos principais desafios actualmente enfrentados no ensino superior, bem como na apresentação de possíveis soluções pedagógicas que tornem o processo de ensino-aprendizagem mais eficaz e inclusivo.

No encerramento da formação, o Dr. Américo Sozinho voltou a reforçar a relevância destas capacitações, esclarecendo que as mesmas ocorrem regularmente no início do ano e em todos os semestres, com o objectivo de preparar os docentes e dotá-los de princípios psicopedagógicos sólidos para responder às exigências do ISMU.

Na fase final da sessão, a Dra. Ana Lúcia Machanguia abordou questões éticas e disciplinares, deixando claro que a instituição não tolera práticas como corrupção ou assédio. “Todos os docentes que forem encontrados a praticar estes actos serão expulsos. O ISMU exige uma postura exemplar e respeito pela instituição”, afirmou. A responsável garantiu ainda que algumas preocupações e exigências dos docentes serão analisadas pela direcção, com vista a promover maior transparência e um ambiente saudável de aprendizagem.

IZILDA CHILUNDO

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