O Presidente da República, Daniel Chapo, procede esta quinta-feira (29) ao relançamento do projecto Mozambique LNG, na península de Afungi, distrito de Palma, província de Cabo Delgado, após quatro anos de suspensão devido à instabilidade de segurança na região.
A cerimónia oficial contará com a presença do presidente-executivo da petrolífera francesa TotalEnergies, Patrick Pouyanné, empresa líder do consórcio responsável pela implementação do projecto.
De acordo com um comunicado da Presidência da República, o relançamento do empreendimento representa um marco relevante para a economia nacional, simbolizando a retoma da confiança dos parceiros internacionais no potencial energético, institucional e humano de Moçambique.
O Chefe do Estado destacou que a retoma das actividades do Mozambique LNG irá criar novas oportunidades de negócio para micro, pequenas e médias empresas nacionais, reforçando o conteúdo local, a inclusão económica e o desenvolvimento da cadeia de valor.
O projecto deverá ter um impacto directo e significativo na criação de emprego, tanto na fase de construção como na de operação, contribuindo para a dinamização do mercado de trabalho e para a capacitação da mão-de-obra moçambicana, com benefícios directos para as comunidades locais.
Estão igualmente previstos o aumento dos rendimentos, a criação de actividades económicas sustentáveis, a implementação de programas de formação técnica e empresarial, bem como o fortalecimento das economias locais nas zonas de influência do projecto.
No plano macroeconómico, o investimento é apontado como um factor impulsionador do Investimento Directo Estrangeiro, contribuindo para a estabilidade económica e para a criação de bases sólidas de crescimento sustentável.
O Mozambique LNG é desenvolvido por um consórcio internacional liderado pela TotalEnergies, com uma participação de 26,5 por cento. A estrutura accionista inclui ainda a japonesa Mitsui & Co (20 por cento), a moçambicana ENH Rovuma Área Um (15 por cento), a indiana ONGC Videsh (10 por cento), a Beas Rovuma Energy Mozambique (10 por cento), a BPRL Ventures Mozambique (10 por cento) e a PTTEP Mozambique Area 1, da Tailândia (8,5 por cento).
O projecto reforça o posicionamento de Moçambique como um importante hub energético regional e global, consolidando o país como um actor credível no mercado internacional de gás natural liquefeito e reforçando o seu papel estratégico na segurança energética mundial.
Em finais de Outubro de 2025, o consórcio decidiu levantar a declaração de Força Maior, imposta em 2021 na sequência dos ataques terroristas, sobretudo no distrito de Palma, que haviam levado à suspensão das operações.
Avaliado em mais de 23 biliões de dólares norte-americanos, e com a Decisão Final de Investimento aprovada em 2019, o Mozambique LNG é o maior projecto privado alguma vez implementado em Moçambique. A TotalEnergies prevê que o início da produção ocorra em 2029.
