O Governo da China proibiu o uso de apartamentos para guardar cinzas ou realizar enterros, acabando com a prática dos chamados “apartamentos de cinzas”, que surgiu devido aos altos preços dos imóveis e ao custo insuportável dos funerais tradicionais.
Em cidades como Pequim, um lote num cemitério pode custar até 1,7 milhão de meticais, o equivalente a metade do rendimento anual de uma família. Por isso, muitas pessoas recorriam a casas baratas como depósitos funerários privados.
As autoridades alegam que a prática confunde os espaços dos vivos com os dos mortos, criando problemas urbanos e culturais. A nova lei, em vigor desde março, proíbe qualquer armazenamento de restos mortais ou construção de túmulos fora de cemitérios públicos.
Apesar da proibição, a medida tem gerado polémica, pois a população continua a enfrentar dificuldades financeiras para realizar funerais convencionais. O Estado enfatiza o controlo administrativo e incentiva métodos de enterro mais sustentáveis. (FM)
Por: IZILDA CHILUNDO
