A Polícia Municipal de Maputo procedeu, na manhã de terça-feira, à retirada de vendedores informais nas imediações do Hospital Central de Maputo, no centro da cidade de Maputo.
Segundo as autoridades, a acção insere-se nos esforços de ordenamento urbano, com o objectivo de desobstruir passeios e melhorar as condições de circulação para utentes, profissionais de saúde e viaturas de emergência naquela unidade hospitalar.
No local, testemunhas relataram momentos de tensão durante a operação, com algumas vendedoras a resistirem à retirada dos seus produtos. Muitas afirmam depender exclusivamente da actividade informal para garantir o sustento das suas famílias, criticando a ausência de alternativas por parte das autoridades municipais.
“Não temos outro lugar para vender. Aqui conseguimos algum rendimento porque há movimento de pessoas”, afirmou uma das vendedoras afectadas.
Por seu turno, a polícia municipal sustenta que a ocupação desordenada de espaços públicos, sobretudo em zonas sensíveis como hospitais, representa riscos para a saúde pública, a segurança e o normal funcionamento dos serviços.
Especialistas em questões urbanas consideram que o comércio informal na cidade reflecte desafios socioeconómicos estruturais, como o desemprego e a escassez de mercados formais acessíveis. Defendem, por isso, a adopção de políticas inclusivas que conciliem a organização do espaço urbano com a subsistência de milhares de famílias.
Até ao momento, o Conselho Municipal de Maputo não apresentou informações sobre eventuais medidas de realojamento para os vendedores afectados. (FM)
Por: IZILDA CHILUNDO
