Moçambique manifestou apoio à candidatura do Zimbabwe a um assento não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2027-2028, disponibilizando-se igualmente para partilhar a experiência adquirida durante o seu próprio mandato naquele órgão.
A posição foi avançada no âmbito de contactos mantidos entre uma delegação zimbabweana em visita ao país e as autoridades moçambicanas, no quadro da preparação da candidatura.
O Zimbabwe conta ainda com o apoio da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), bem como de países como a Rússia e Cuba. Caso venha a ser eleito, o país pretende utilizar a sua presença no Conselho de Segurança para promover a paz, a equidade de género e o desenvolvimento no continente africano.
De acordo com o Secretário Permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Zimbabwe, uma das prioridades será a continuidade da agenda da União Africana, com destaque para o “silenciamento das armas”, visando a prevenção e resolução de conflitos no continente.
Moçambique, que já exerceu funções como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, partilha preocupações semelhantes, sobretudo no que diz respeito ao combate ao terrorismo, tema que marcou a sua passagem por aquele órgão.
A candidatura do Zimbabwe surge num contexto em que outros países africanos, nomeadamente a República Democrática do Congo e a Libéria, também disputam um assento não permanente, cuja eleição deverá ocorrer em Junho.
Por: Joao Mbatine
