Cheias agravam crise humanitária e elevam número de mortos para 296

As recentes inundações em Moçambique provocaram pelo menos 18 mortes nos últimos dias, afetando diretamente mais de 120 famílias nas províncias de Niassa, Tete e Sofala, segundo dados oficiais.

De acordo com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), parte significativa das vítimas mortais está associada ao incumprimento das medidas de prevenção e evacuação previamente comunicadas às comunidades em zonas de risco.

Com esta nova atualização, o número total de mortos desde o início da época chuvosa, em outubro, sobe para 296, enquanto mais de um milhão de pessoas foram afetadas em todo o país.

O cenário reflete a intensificação dos fenómenos climáticos extremos, que continuam a pressionar as infraestruturas, os serviços básicos e a capacidade de resposta das autoridades.

As autoridades reforçam o apelo à população para o cumprimento rigoroso das orientações de segurança, sublinhando que a prevenção continua a ser o principal instrumento para reduzir perdas humanas.

Ao mesmo tempo, o INGD mantém operações no terreno para assistência às famílias afetadas, incluindo reassentamento, distribuição de bens essenciais e monitorização das zonas vulneráveis.

A recorrência de cheias em Moçambique representa um desafio estrutural com impactos diretos na economia local, na segurança alimentar e na estabilidade social, exigindo investimentos contínuos em resiliência climática, ordenamento territorial e sistemas de alerta precoce.

Num contexto de elevada vulnerabilidade, a resposta coordenada entre governo, parceiros internacionais e setor privado será determinante para mitigar os efeitos das catástrofes naturais e acelerar a recuperação das comunidades afetadas. (FM)

Por: IZILDA CHILUNDO

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