O Governo está a finalizar o Plano de Reconstrução Pós-Cheias 2026 e a mobilizar apoios para responder à catástrofe, mantendo ainda mais de sete mil pessoas em centros de acomodação, segundo revelou a Primeira-Ministra Benvinda Levi, durante sessão na “Casa do Povo”.
A governante destacou que as cheias e inundações que afectaram o país este ano atingiram zonas tradicionalmente seguras, aumentando os impactos. Criticou ainda a falta de atenção de algumas comunidades aos avisos prévios, o que levou à retirada compulsiva de cidadãos em áreas inundadas.
O executivo está a implementar medidas para fortalecer o sistema de alerta precoce, reforçar a prontidão e resposta a desastres, melhorar o mapeamento de zonas de risco e reassentar populações em áreas seguras. Entre as ações previstas estão a construção de infraestruturas resilientes às mudanças climáticas, incluindo barragens, represas, diques e sistemas de drenagem.
Quanto às infraestruturas estratégicas, o Governo tem mobilizado investimentos públicos e privados e estimula parcerias público-privadas para obras como as barragens de Moamba Major (rio Incomáti), Mapai (rio Limpopo) e Revúbuè (rio Zambeze), além de diques e sistemas de proteção em Chókwè, Xai-Xai, Ilha Josina Machel, Nova Mambone, Caia, Marromeu e Nante.
Sobre o decreto de controlo das telecomunicações, a Primeira-Ministra esclareceu que o objetivo é reforçar procedimentos, critérios de atuação e garantias legais, com destaque para o papel do judiciário como legitimador das ações do INCM. Segundo ela, o Decreto n.º 48/2025 visa consolidar a soberania digital do Estado e fortalecer a confiança no setor, prevenindo riscos sem comprometer a expansão da conectividade e da inovação tecnológica no país.
Por: Joao Mbatine
