O selecionador do Iraque, o australiano Graham Arnold, pediu esta segunda-feira à FIFA o adiamento do play-off intercontinental de qualificação para o Mundial 2026, devido aos transtornos provocados pela escalada do conflito no Irão.
O confronto decisivo com o Suriname ou a Bolívia está agendado para 31 de Março, em Monterrey, México, mas o encerramento do espaço aéreo iraquiano até 1 de Abril e as dificuldades logísticas tornam quase impossível a preparação da equipa. A maior parte do plantel é constituída por jogadores da liga nacional, e os vistos para o torneio de repescagem não puderam ser emitidos devido ao encerramento de embaixadas estrangeiras. O próprio selecionador encontra-se retido nos Emirados Árabes Unidos por causa do conflito.
“Por favor, ajudem-nos com este jogo, porque estamos a ter dificuldades em reunir os nossos jogadores no Iraque”, afirmou Arnold, explicando que uma equipa composta apenas por atletas que jogam no estrangeiro não seria a melhor opção para a partida decisiva.
O treinador sugeriu um adiamento estratégico do calendário: permitir que Suriname e Bolívia realizem o seu jogo preliminar este mês, mas adiar a final do play-off para uma semana antes do início do Mundial. Esta medida permitiria ao Iraque preparar a equipa adequadamente e dar tempo à FIFA para avaliar a participação do Irão.
O presidente da federação iraquiana, Adnan Dirjal, está a trabalhar para garantir que a selecção possa disputar o Mundial, caso o Irão desista. “Precisamos que esta decisão seja tomada rapidamente para que o sonho de todos no Iraque se torne realidade”, sublinhou Arnold.
O pedido surge na sequência do ataque militar lançado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão a 28 de Fevereiro, que resultou na morte do líder supremo, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei. Em resposta, o Irão retaliou com ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infra-estruturas em vários países da região, incluindo Iraque, Arábia Saudita, Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, bem como incidentes registados em Chipre e Turquia.
por: Joao Mbatine
