Israel intensifica ataques contra Irão e Hezbollah no Líbano

Israel lançou uma nova vaga de ataques aéreos contra alvos militares no Irão e no Líbano, numa escalada do conflito no Médio Oriente que continua a gerar preocupação internacional.

Segundo informações divulgadas pelo exército israelita, a ofensiva teve como alvas infraestruturas estratégicas ligadas ao regime iraniano e ao movimento xiita Hezbollah. Entre os principais pontos atingidos estão instalações militares e depósitos de combustível na capital iraniana, Teerão, bem como posições do grupo armado nos subúrbios do sul de Beirute.

De acordo com as autoridades israelitas, cerca de 400 alvos militares foram bombardeados no oeste e centro do Irão, incluindo lançadores de mísseis balísticos e estruturas de produção de armamento. Os ataques também atingiram depósitos de combustível na região de Teerão, provocando pelo menos quatro mortos e levando o governo iraniano a impor racionamento de combustível.

No Líbano, as forças israelitas voltaram a bombardear áreas consideradas bastiões do Hezbollah na capital e no sul do país. Relatos da agência estatal libanesa indicam que três pessoas morreram e pelo menos 15 ficaram feridas num ataque na cidade de Tayr Debba, próxima do porto de Tiro.

Os confrontos estenderam-se ainda ao Vale do Bekaa, próximo da fronteira com a Síria, onde foram reportados combates intensos entre combatentes do Hezbollah e tropas israelitas.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, o número de vítimas da ofensiva aérea israelita no país já ultrapassa 390 mortos e mais de 1.100 feridos, incluindo dezenas de crianças. A escalada militar provocou também uma crise humanitária, com mais de 100 mil pessoas deslocadas e milhares de famílias obrigadas a abandonar as suas casas.

Apesar da pressão militar, o Hezbollah continua a lançar ataques limitados contra posições israelitas no norte de Israel, mantendo elevada a tensão na região.

Analistas internacionais alertam que a intensificação dos confrontos entre Israel, o Irão e o Hezbollah poderão ter impactos significativos na estabilidade regional e nos mercados globais, sobretudo no setor energético e nas cadeias de abastecimento internacionais. ( lusa)

Por: IZILDA CHILUNDO

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