Eventual encerramento da Mozal não depende de decisão do Estado moçambicano

O Governo afirmou que o eventual encerramento da Mozal não constitui uma decisão da responsabilidade do Estado moçambicano, esclarecendo que a empresa é detida por accionistas estrangeiros e que as deliberações estratégicas competem exclusivamente à sua estrutura societária.

Segundo o porta-voz do Executivo, embora a unidade industrial esteja implantada em território nacional, “o negócio não é moçambicano”, sendo o país apenas o local onde se encontra instalada a infra-estrutura da fundição de alumínio. “Por essa razão, as decisões relativas ao funcionamento ou eventual encerramento da empresa não competem ao Governo”, afirmou.

As declarações surgem num contexto marcado por informações que apontam para um possível encerramento da fábrica até meados de Março. O Executivo garante estar a acompanhar a evolução da situação.

As autoridades destacam, contudo, os benefícios directos que a presença da empresa proporciona ao país, nomeadamente a criação de postos de trabalho para cidadãos moçambicanos, a arrecadação de receitas fiscais e o dinamismo económico associado à actividade industrial.

A questão do fornecimento de energia foi identificada como um dos factores centrais no debate sobre a continuidade das operações. O Governo reconhece que seria desejável assegurar níveis adequados de energia, tendo em conta os ganhos económicos decorrentes da permanência da indústria em território nacional, mas reiterou que o desafio não é exclusivamente moçambicano.

Questionado sobre os custos da contratação de uma empresa consultora para assessorar o Executivo neste processo, o porta-voz admitiu não dispor, no momento, dos valores exactos, indicando que a informação poderá ser posteriormente clarificada pelo Ministério das Finanças.

O Governo assegura que continuará a acompanhar o processo e a prestar esclarecimentos à opinião pública à medida que novas informações forem consolidadas.
Por: Joao Mbatine

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