Hélder Mendonça responde ao PODEMOS e esclarece contornos da alegada suspensão

A crise interna no PODEMOS continua a intensificar-se, depois de a liderança do partido ter decidido suspender dois membros influentes Hélder Mendonça e Fernando Jone por alegada propagação de injúrias e acusações consideradas infundadas contra o presidente da formação política, Albino Forquilha.
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A decisão foi tomada no sábado (28), durante a 11.ª Sessão do Conselho Central do partido, realizada na Matola, província de Maputo, encontro que culminou igualmente com a eleição de um novo secretário-geral.

Na abertura da sessão, Albino Forquilha defendeu a necessidade de coerência ideológica dentro do partido, sublinhando que quem adere à formação política deve respeitar os seus princípios programáticos. O líder alertou que não será permitido qualquer desvio que contrarie a linha social-democrata assumida pelo PODEMOS, apelando à tomada de decisões que salvaguardem o futuro da organização.

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Entretanto, através de uma publicação feita este domingo (1) na sua página oficial do Facebook, Hélder Mendonça antigo candidato presidencial pelo partido e actual secretário-geral honorário reagiu àquilo que classifica como “suposta suspensão”.

Segundo o político, o pedido de suspensão partiu do Conselho Fiscal, que o acusa de ter concedido uma entrevista ao Jornal Evidências sobre alegadas omissões relacionadas com as verbas recebidas pelo partido provenientes do Estado.

Mendonça nega ter concedido qualquer entrevista ao referido órgão e sustenta que uma eventual suspensão deve obedecer escrupulosamente aos estatutos internos e à legislação em vigor na República de Moçambique. Defende ainda que qualquer sanção disciplinar exige a instauração formal de um processo, o respeito pelos trâmites legais e a garantia do direito ao contraditório e à defesa, princípios que considera estruturantes do Estado de Direito.Para o dirigente, qualquer acto punitivo que não observe estes requisitos é juridicamente inválido.

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Na sua exposição pública, Mendonça levanta igualmente dúvidas sobre a gestão financeira do partido. Afirma que, em Fevereiro de 2025, foi comunicado que o PODEMOS recebia mensalmente cinco milhões de meticais de financiamento estatal, quando o valor real ascenderia a 6.687.933,33 meticais.
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De acordo com o político, actividades internas foram planificadas com base no montante inferior e, recentemente, terá sido alegada insuficiência orçamental estimada em cerca de 850 mil meticais para o pagamento de subsídios aos secretariados provinciais.

Perante estes dados, questiona o paradeiro do diferencial financeiro e defende a necessidade de esclarecimentos aprofundados.
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No plano eleitoral interno, manifesta ainda estranheza quanto à desistência do candidato mais votado na primeira volta, Capitão Alberto Ferreira, mesmo após decisão favorável numa providência cautelar. Mendonça acusa igualmente o presidente do partido de ter recusado apreciar requerimentos subscritos por um terço dos membros competentes para convocação de sessão, prerrogativa prevista nos estatutos.

Considerando a situação, Hélder Mendonça sustenta que o acto eleitoral carece de validação legítima e que a alegada suspensão não tem respaldo estatutário nem legal. Anunciou que o caso será impugnado junto das autoridades competentes.

Adiantou ainda que solicitará uma auditoria às verbas públicas junto do Tribunal Administrativo ou, se necessário, ao Gabinete Central de Combate à Corrupção.
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Na mensagem dirigida aos “compatriotas moçambicanos”, o político afirma que não se pode exigir respeito pelo Estado de Direito fora das instituições e, simultaneamente, praticar arbitrariedades internamente. Garante que continuará a lutar “com firmeza e urbanidade”, reiterando que não abdica da sua consciência nem dos princípios que defende.

A situação promete novos desenvolvimentos num partido que atravessa um dos momentos mais delicados da sua curta história política.

Por: Joao Mbatine

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