Chamissava terá estrada asfaltada até ao futuro aterro sanitário da katembe

O Município de Maputo prevê arrancar, até ao final de Março, com a construção de uma estrada asfaltada de nove quilómetros que ligará a rotunda da katembe ao futuro aterro sanitário, em Chamissava. A empreitada, orçada em cerca de 520 milhões de meticais (aproximadamente oito milhões de dólares), conta com financiamento do Banco Mundial e deverá estar concluída no prazo de um ano.

A nova infra-estrutura surge como resposta às dificuldades enfrentadas pelos automobilistas que utilizam a actual via de acesso ao bairro de Chamissava, no distrito municipal da katembe. Em período chuvoso, a lama e as poças de água tornam o troço praticamente intransitável; na época seca, o piso irregular continua a provocar danos frequentes nas viaturas.

Transportadores locais queixam-se de custos elevados de manutenção, sobretudo ao nível de suspensões, molas e amortecedores, o que reduz a rentabilidade da actividade. A situação é agravada pelas despesas obrigatórias com inspecções e outras taxas operacionais.

A futura estrada desenvolver-se-á a partir da rotunda da katembe, ao longo da Estrada Nacional Número 1, até ao novo aterro sanitário. O traçado inclui a construção de duas rotundas e integra-se no Projecto de Transformação Urbana de Maputo, iniciativa que visa reforçar a mobilidade, melhorar a gestão de resíduos sólidos e impulsionar o ordenamento territorial.

Segundo o director municipal de Desenvolvimento Estratégico, Danúbio Lado, já foi adjudicado o empreiteiro, encontrando-se em curso os procedimentos administrativos para a instalação dos estaleiros e mobilização do equipamento. O arranque físico da obra está previsto para o final de Março.

Para além de melhorar a circulação rodoviária, o projecto é visto como catalisador de desenvolvimento local, podendo dinamizar o comércio, valorizar o imobiliário e facilitar o acesso a serviços básicos na katembe.

Contudo, a intervenção poderá afectar parcial ou totalmente mais de 450 famílias. Está prevista uma dotação superior a 450 milhões de meticais para indemnizações e reassentamentos, tendo cerca de 200 pessoas já recebido compensações.

Entre os moradores, o sentimento divide-se entre expectativa e prudência. Alguns recordam promessas anteriores não concretizadas, enquanto outros encaram a iniciativa como uma oportunidade para melhorar significativamente as condições de vida e estimular a actividade económica na região.

O projecto contempla ainda o acompanhamento social das famílias abrangidas, incluindo apoio na construção de novas habitações e medidas de compensação humanitária, numa tentativa de assegurar uma transição equilibrada e sustentável.

Com o avanço desta infra-estrutura, o Município pretende não apenas resolver um problema crónico de acessibilidade, mas também criar condições para um novo ciclo de crescimento urbano na margem sul da capital. ( o pais)

Por: IZILDA CHILUNDO

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