A cooperação entre Moçambique e a República Popular da China continua a afirmar-se como um dos principais pilares do desenvolvimento económico e social do país. A garantia foi dada pela ministra das Finanças, Carla Loveira, durante a audiência concedida, ontem, à nova embaixadora chinesa em Moçambique, Zheng Xuan.
No encontro, realizado em Maputo, a governante manifestou satisfação pelas relações bilaterais que perduram há cerca de 50 anos, sublinhando a consistência do apoio chinês em diferentes etapas do crescimento nacional.
Carla Loveira destacou o contributo da China em sectores estratégicos como energia, infra-estruturas, educação, indústria e comércio, pescas, saúde e resposta a calamidades naturais, considerando que a parceria tem produzido impactos concretos na modernização da economia moçambicana.
“A República Popular da China continua a manter Moçambique como um dos parceiros prioritários na cooperação para o desenvolvimento”, afirmou a ministra, reforçando o carácter estratégico da relação bilateral.
Por sua vez, Zheng Xuan manifestou satisfação com o actual nível de cooperação e encorajou Moçambique a aproveitar as oportunidades de financiamento disponibilizadas pela China para grandes projectos estruturantes actualmente em carteira.
A diplomata anunciou, na ocasião, um apoio financeiro de dois milhões de dólares destinado às vítimas das recentes cheias que afectaram o país, gesto que reforça a dimensão solidária da parceria.
Num contexto de consolidação orçamental e necessidade de expansão de infra-estruturas críticas, a cooperação sino-moçambicana assume relevância acrescida. O acesso a financiamento para projectos estruturantes poderá impulsionar sectores-chave, estimular o investimento privado e acelerar a diversificação económica.
A relação entre Maputo e Pequim mantém, assim, uma vertente diplomática sólida, mas também uma forte componente comercial e financeira, posicionando-se como instrumento central na agenda de crescimento sustentável de Moçambique.
Por: Joao Mbatine
