A bolsa de Lisboa iniciou a sessão desta quinta-feira em terreno misto, com o PSI a oscilar entre ganhos e perdas nos primeiros minutos de negociação. Pelas 08h12, o principal índice nacional avançava ligeiros 0,02%, fixando-se nos 9.297,86 pontos.
Entre os títulos de maior peso, o Banco Comercial Português (BCP) destacava-se pela positiva, ao subir 1,20% para 0,9260 euros por acção. O banco liderado por Miguel Maya apresentou resultados históricos relativos a 2025, com lucros de 1.018 milhões de euros, mais 12,4% face ao ano anterior. A instituição anunciou ainda a intenção de distribuir 90% dos resultados pelos accionistas, combinando um dividendo correspondente a 50% dos lucros com um programa de recompra de acções que poderá atingir 40%.
Na sequência destes números, a JB Capital Markets reviu em alta o preço-alvo do BCP para 1,05 euros por acção nos próximos 12 meses, segundo dados divulgados pela Bloomberg, o que representa um potencial de valorização de cerca de 14,7% face ao fecho da sessão anterior.
Em sentido contrário, a EDP recuava 1,07% para 4,438 euros, apesar de ter reportado um lucro de 1.150 milhões de euros em 2025, um crescimento de 44% face ao exercício anterior. O presidente executivo, Miguel Stilwell de Andrade, destacou o aumento da procura de electricidade na Península Ibérica, impulsionado pela industrialização, centros de dados e crescimento populacional. O conselho de administração vai propor um aumento de 2,5% no dividendo, fixando-o em 0,205 euros por acção.
Já a NOS liderava os ganhos, ao valorizar 2,18% para 5,15 euros. A operadora beneficiou igualmente de uma revisão em alta do preço-alvo pela JB Capital Markets, que aponta agora para 5,55 euros por acção, sinalizando um potencial de subida superior a 10%.
No conjunto das 16 cotadas do PSI, seis negociavam em terreno positivo, nove apresentavam perdas e a Jerónimo Martins mantinha-se inalterada. Entre as restantes valorizações figuravam a Sonae, a Altri, a REN e a EDP Renováveis. Do lado das quedas, destacavam-se a Ibersol e a Semapa.
A sessão segue marcada pela reacção dos investidores aos resultados empresariais divulgados na véspera, num contexto de cautela nos mercados europeus.
