Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo denuncia perseguições e intimidações contra membros

A Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) voltou a denunciar alegados actos de perseguição, intimidação, sequestro e até homicídios de membros seus em diferentes pontos do país.

Em declarações divulgadas através das redes sociais do partido, o seu líder, Venâncio Mondlane, afirmou que as ocorrências se registam num contexto em que decorre o chamado diálogo nacional inclusivo, questionando a coerência entre o discurso de reconciliação e os alegados actos no terreno.

Segundo Mondlane, há relatos de perseguições nas províncias de Nampula, concretamente nos distritos de Murrupula e Mogovolas, bem como na Zambézia, onde, de acordo com o partido, dois membros terão sido assassinados. O dirigente político referiu ainda um caso recente ocorrido em Manhiça, onde um membro da formação política terá sido alegadamente sequestrado e conduzido à Polícia sob suspeita de participação em manifestações.

O partido divulgou também imagens que, segundo sustenta, mostram membros seus a serem maltratados na localidade de Xinavane, nos últimos dias.

Para o líder da ANAMOLA, os alegados episódios enquadram-se num ambiente de tensão pós-eleitoral e levantam dúvidas quanto à viabilidade e credibilidade do processo de diálogo nacional inclusivo actualmente em curso.

“Estamos, supostamente, todos envolvidos num processo de reconciliação, mas, por outro lado, membros do partido são perseguidos e detidos sem processos”, declarou Mondlane, questionando os propósitos do diálogo.

O dirigente apelou aos membros do partido para denunciarem publicamente quaisquer situações de intimidação ou perseguição de que sejam alvo.

Até ao momento, as autoridades ainda não reagiram oficialmente às acusações tornadas públicas pela formação política.

Por: Jaime Alberto

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