O Aga Khan IV anunciou a disponibilização de um milhão de dólares norte-americanos para reforçar a resposta humanitária às vítimas das cheias que afectam sobretudo o sul de Moçambique, com particular incidência na província de Gaza, uma das regiões mais severamente atingidas.
Segundo um comunicado oficial, a intervenção de emergência dará prioridade à estabilização dos meios de subsistência, ao apoio rápido à saúde e a acções no domínio da água, saneamento e higiene, procurando responder às necessidades mais prementes das populações afectadas.
A ajuda mobilizada visa mitigar constrangimentos críticos na cadeia de fornecimento de medicamentos essenciais, melhorar o acesso à água potável e aos serviços de saneamento, bem como apoiar a distribuição de insumos agrícolas para permitir às famílias retomar a produção alimentar e reconstruir os seus meios de subsistência.
A implementação do programa será assegurada pela Fundação Aga Khan Moçambique, em coordenação com as autoridades nacionais e parceiros locais, com quem mantém cooperação em várias áreas de desenvolvimento. O objectivo é acompanhar de perto o impacto directo do apoio junto das comunidades beneficiárias.
Para garantir celeridade na resposta, realizou-se um encontro de coordenação que reuniu a Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, o representante diplomático da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento, Nazim Ahmad, e a directora de Planificação e Cooperação do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Rita de Almeida.
Das 45 toneladas de ajuda inicialmente disponibilizadas, as últimas 13 toneladas encontram-se em fase de distribuição às populações mais vulneráveis, em coordenação com o INGD e sob o alto patrocínio da Primeira-Dama, cujo gabinete também opera no terreno. Esta fase contempla a entrega de 200 tendas familiares e 500 kits compostos por bens alimentares e produtos de higiene.
Dados oficiais indicam que as cheias já afectaram mais de 860 mil pessoas em todo o país, provocando 223 óbitos e mais de 94 mil deslocados. No sector agrícola, registam-se perdas estimadas em 441 mil hectares de culturas, afectando cerca de 365 mil agricultores, agravando o risco de insegurança alimentar nas zonas atingidas.
Por: Jaime Alberto
