Suspensão da atividade da Mozal pode provocar “terramoto nacional” no País

A suspensão da atividade da fundição de alumínio Mozal, prevista para 15 de Março, poderá afetar milhares de postos de trabalho e gerar impactos significativos na economia do país, alertou a central sindical OTM-CS.

“Se este prenúncio se concretizar, estaremos perante uma espécie de terramoto nacional, cuja magnitude sentiremos imediatamente”, declarou o secretário-geral da OTM-CS, Damião Simango. Segundo o sindicalista, estão em risco cerca de 5 mil empregos, o que coloca em evidência a dependência de Moçambique de megaprojetos com limitada integração nacional, ausência de cadeia de valor doméstica e política industrial insuficiente.

A principal acionista da Mozal, a australiana South32, justificou a suspensão devido à impossibilidade de garantir fornecimento de energia elétrica suficiente e acessível. “Passaremos para regime de manutenção e conservação em Março de 2026 e estamos a trabalhar em estreita colaboração com os nossos funcionários e parceiros nesta transição”, afirmou Graham Kerr, diretor-executivo da empresa.

O sindicalista apelou ao Governo para não ser mero espectador, mas assumir a responsabilidade constitucional de proteger os trabalhadores e aliviar o custo de vida da população, evitando que interesses económicos se sobreponham aos direitos das famílias afetadas.

Por: Jaime Alberto

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